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"Estudei muito (...), mas se calhar não tanto como as pessoas pensam."
"Mais de metade do trabalho e estudo faz-se nas aulas."
"...nunca estudar à noite em véspera de exame, apenas descansar."
Terceiro artigo, de uma série de quatro, dedicado aos factores decisivos para o sucesso académico.
Familia
Este é o factor mais menosprezado para o sucesso académico. É verdade que um jovem pode singrar só através da sua força de vontade e com base nos objectivos estabelecidos, sem para isso ter um incentivo da familia. Mas o apoio familiar é, a meu ver, o principal pilar na evolução até à vida adulta.
Na realidade em que vivemos, as sensações/percepções que chegam às crianças podem ser excessivas e descontroladas pela sua fraca capacidade de filtrar informação. Cabe aos pais, trabalhar os estimulos que chegam à criança, determinar pontos fortes e fracos na maneira como ela os assimila e assim orientá-la melhor. É necessário que os pais não forcem comportamentos, mas que aprendam a delapidar a pessoa que estão a educar. O que nós aprendemos em "casa", morre connosco. São lições de vida que se aplicam a qualquer contexto: social, profissional, comportamental ou emocional. E nessa vertente, uma pessoa atingirá mais rapidamente os seus objectivos, quão mais fortes forem os alicerces que a familia "construiu" para si.
A familia, ao saber estimular a mente, atribui regras, define horários, ajuda a ultrapassar obstáculos, acabando por definir o "musculo mental" que permite aos jovens conseguirem orientar a sua vida académica da melhor forma. Um jovem desprovido destes conceitos, irá encarar a escola como uma "prisão", em que o efeito castrador dos horários e tarefas que lhe são atribuidos apenas conduzirão ao desinteresse e possível abandono.
A Inês teve a sorte da familia a saber orientar e estimular. São poucos os casos em que a transmissão dos valores correctos não dá frutos.
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